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“Mantinhas azuis e escuras à nossa espera. Isso e um tecto trabalhado e mal caiado para nos fazer pensar sobre as ruínas que autorizamos na cidade que é património da UNESCO. Autorizamos ruínas de um património de que nos deveríamos orgulhar por todo o país. Mas essa nem sequer é a nossa maior ruína…
Um plástico transparente entre eles e nós e depois cai o pano. Não costuma cair o pano antes de começar, mas aqui é assim que começa.
Um pano branco, com ares de tela de cinema, que vai ficar lá até ao fim, para nos filtrar a realidade. Estamos já habituados a filtrá-la, a impor-lhe uma distância, pelo que não estranhamos assim tanto vê-los a eles do outro lado.
E estava frio, muito. O termómetro do carro haveria de marcar zero graus duas horas depois.
Para eles, o frio é cenário e estado de espírito. Tapam-no com sobrepostas peças de roupa, tampam-no com o álcool, o mesmo que esconde o que lhes sobra ainda de vontade, o mesmo que lhes acrescenta resignação.
As quatro histórias que o Glowacki cruza colocam-nos como espectadores desse estado terminal da dignidade, da nossa e da deles. E espectador é o que optamos por ser quase sempre, só que o Glowacki e a bruxa Teatro obrigam-nos a ter consciência de que é só isso que fazemos.”
Susana Marques
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“Janusz Glowaski, dramaturgo polaco, escreveu em 1994 o texto 'Antígona em Nova Iorque'. Uma reflexão sobre a solidariedade que se constrói nas relações entre os sem abrigo e os desamparados da vida. Figueira Cid, a partir da tradução de António Conde, encenou um espectáculo tocante. (…)coloca-nos na posição desconfortável de seres socialmente conscientes mas que olham para a tragédia da pobreza e da exclusão social através de um filtro criado por mil e uma justificações, qual delas a mais convincente. Qual delas a mais falível. Antígona em Nova Iorque assume-se como uma lição de cidadania dada pelos enteados da vida. Um excelente trabalho e um exemplo do serviço que o teatro deve prestar ao seu público.”
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“Obrigado, Bruxa. É curioso que ainda ontem estava a pensar em vós. Como é que uma estrutura tão dentro do Portugal profundo tem a coragem de investir em textos de tal qualidade. Aqui fica a minha vénia, com desejos do maior sucesso para os vossos projectos de 2011!”
Eduardo Condorcet, Actor/Encenador, in facebook
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“Quando se fala tanto na pouca descentralização de actividades culturais por este país, o grupo a bruxa Teatro (abT) faz um trabalho meritório em Évora. Antígona em NY de Janusz Glowaski (tradução de António Conde) é representada na Ermida de S. Bartolomeu, um edifício em ruínas. Um cenário mais que adequado ao texto que se representa pela noite dentro, ao frio de Novembro e Dezembro. No ano 2010, Ano Europeu do Combate á Pobreza e Exclusão Social, este texto fala de 3 “sem abrigos” que “vivem” em Tompkins Square Park, Manhattan. Cómico às vezes e devastador. O público alojado no que resta da capela-mor da ermida, assiste, através de uma tela velada, à acção que se passa num exterior, degradado e sujo. Este separador serve de ecrã mas também como que filtra a realidade difícil de entender e aceitar. Um bom trabalho que devia ser visto em muitos palcos, incluindo Lisboa.”
“Parabéns pela excelência deste trabalho e pela reflexão, importante e oportuna, que nos obriga a fazer!”
Maria Isabel Mendes in facebook
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“Parabéns também pela criatividade....está fantástico!”
Filomena Santos in facebook
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“(…) Desta vez a Bruxa arrasou. Grande espectáculo. Grande Arte. Vale bem a pena arriscar e ir em frente. Parabéns a ti, Cid, e à Companhia.”
José Sousa Macedo in facebook
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“Muito boa a peça, ontem à noite (‘Antígona em Nova Iorque’). Já tinha gostado da outra peça representada na ermida de São Bartolomeu (‘Stabat Mater Furiosa’) mas esta deixa muito em que pensar sobre a nossa sociedade e o relacionamento humano. Parabéns a todos.”
Jorge Moleirinho por e-mail
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“Cru… sincero… sentido… LINDO! O espaço, a forma como os olhos brilham entre sorrisos e lágrimas de revolta. Reflexão, reflectida, aceite. Violino de sentimentos em eufórica sensação de capacidade… Com isto tudo permitam-me humildemente agradecer a oportunidade de ver um BOM trabalho. PARABÉNS.”
Marta Pereira in facebook
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“Óptima peça (…)! Parabéns pelo excelente trabalho! Continuação de sucessos. Bem-haja!”
Ainoha Leporello in facebook
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“Vale a pena ir ver... Uma peça que nos faz pensar neste ano dedicado à Pobreza e à exclusão social na Europa e num ano em que uma crise anunciada desabou na mesma, faz todo o sentido a reflexão interior que o texto desperta em nós... Os meus parabéns à "Bruxa teatro"
Rui Miguel Grilo Melgão, in facebook
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“Estive na última representação de "Antígona em Nova Iorque ", e dou os meus PARABÉNS AOS ACTORES E EQUIPA TÉCNICA, pelo excelente trabalho apresentado.”
Carlos Gato in facebook
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"Uma peça simplesmente maravilhosa!!! (…). Gostei verdadeiramente do que vi! (…)”
Sophia Cunha in facebook
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“Fui ver esta noite e adorei! A maneira como o público vê o espaço está brutal. Parabéns!”
Luís Torradas in facebook
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“Todos os obstáculos se ultrapassam quando se tem a garantia da excelência, do rigor, do bom gosto. Foi com imenso prazer que partilhei um pouco do frio dos actores e agradeço-te por nos teres oferecido este espectáculo. (…)”
Ana Oliveira in facebook
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“Obrigado...pela magnifica noite de sábado e pelo espectáculo que foi vê-los representar! e o espaço...insólito, mas tão adequado.” “Parabéns....pelo local escolhido, o tema tão actual...e pela interpretação de todos, mas principalmente da Lucília Raimundo”
Anabela Fialho in facebook
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